quinta-feira, outubro 05, 2006

INDEPENDENCIA NACIONAL

O Tratado de Zamora foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, e é a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui, de 1137. É uma bizarria institucional, uma omissão política injustificável, que Portugal não comemore solenemente a data da independencia nacional. Não conheço país digno desse nome que não o faça. Quererá Cavaco Silva pegar no assunto?
por Jorge Ferreira, no Tomarpartido

terça-feira, agosto 29, 2006

Afinal, há mais semelhanças...





Foto da Torre dos Clérigos, achada no "Vidas Lusófonas".

quinta-feira, agosto 24, 2006

24 de Agosto de 1820

Na sequência das invasões francesas e da partida da família real para o Brasil, e não obstante as vitórias sobre as forças napoleónicas, Portugal tornou-se um país abandonado pelo seu rei nas mãos de uns quantos oficiais ingleses. Os portugueses sentiam que D. João VI descurara o reino, sentiam que a metrópole se tornara numa colónia do Brasil, sob influência britânica, situação agravada ainda pela constante drenagem de recursos para a colónia e o permanente desequilíbrio orçamental. Em 1817, várias pessoas foram presas sob a acusação de conspirarem contra a vida de Beresford e contra a regência. A sentença foi dura: a execução de doze portugueses, incluindo Gomes Freire de Andrade. Esta atitude, longe de acalmar os ânimos, antes os exaltou. Em 22 de Janeiro de 1818, Manuel Fernandes Tomás fundou no Porto uma associação secreta - o Sinédrio -, cuja actividade consistia em acompanhar a actividade política e intervir, se fosse caso disso. No ano de 1820 vários factores iriam contribuir para o agravamento da situação. O liberalismo triunfou em Espanha, aprofundando-se os já existentes contactos com liberais portugueses. Beresford partiu em fins de Março para o Brasil, a fim de obter junto de D. João VI mais amplos poderes. O Sinédrio aproveita a sua ausência para aumentar significativamente o seu já grande número de membros e preparar irreversível e definitivamente a revolução. Assim, às primeiras horas da manhã de 24 de Agosto de 1820, o exército, sob a liderança dos coronéis Sepúlveda e Cabreira, revoltou-se no Campo de Santo Ovídio, no Porto. De imediato se efectuou uma reunião na Câmara Municipal, formando-se uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, sob a presidência do brigadeiro-general António da Silveira. A Junta tinha como objectivos imediatos a tomada da regência do reino nas suas mãos e a convocação de Cortes que redigiriam a Constituição. Em Lisboa a regência tentou resistir, mas soçobrou perante um novo levantamento, a 15 de Setembro, que formou um Governo Interino. Em 28 de Setembro os revolucionários do Norte e do Sul juntam-se numa nova Junta Provisional, presidida por Freire Andrade (parente do mártir executado em 1817). O novo Governo quase nada fez além de organizar as eleições para as Cortes. Estas, realizadas em Dezembro de 1820, de imediato solicitaram o regresso à metrópole de D. João VI. Em Janeiro de 1821 as Cortes elegeram um novo governo e uma nova regência (presidida pelo conde de Sampaio), para governar até ao regresso do rei.

terça-feira, julho 11, 2006

Viagem Medieval em Terras de Santa Maria, de 28 de Julho a 6 de Agosto

O projecto de Cruzada europeia contra os infiéis, lançado pela Santa Sé na segunda metade do séc. XV, teve um seguidor fervoroso no reino de Portugal – el-rei D. Afonso V. A política expansionista no Norte de África e o fortalecimento das casas senhoriais, em detrimento do poder da Coroa, foram os principais vectores do seu reinado. O Africano levou a cruzada contra os infiéis ao norte de África, conquistando as praças mais importantes: Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger, conservando Ceuta como um dos maiores entrepostos comerciais da altura.
Na Terra de Santa Maria, os Pereiras continuavam a ser os senhores da terra, de juro e herdade , senhores de seu Castelo, prestando menagem ao seu rei e ajudando-o nas conquistas de África. De entre eles, destaca-se o jovem Rui Pereira, homem de armas, de carácter audaz e insolente, como viria a ser rotulado pelos homens da beetria do Porto, que teve, como seu avô João Alvares Pereira, algumas quezílias com as autoridades daquele burgo.
A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, edição 2006, vai recriar alguns dos momentos da época deste homem vigoroso, corpulento e arrogante. No seu percurso de vida, ao comando dos seus escudeiros e homens de armas, esteve sempre relacionado com as grandes vitórias, ajudando el-rei D. Afonso V na conquista das praças africanas. Por este motivo, el-rei presenteou-o com o título de 1º Conde da Feira , criando o condado da Feira, antes de falecer em Agosto de 1481.
Santa Maria da Feira irá reviver, durante dez dias, uma época que foi de outras conquistas, de outras mentalidades, de outras culturas, embrenhadas no encanto próprio da época medieval. É um tempo de magia, preenchido pelo burburinho dos mercadores, dos artesãos e das regateiras da feira, pela arrogância dos cavaleiros que mostram a sua audácia em intensos combates, pela alegoria de personagens que vagueiam, pelo espírito da alegria que invade todo o burgo com sons de coreografias e fantasias musicais… é o tempo de Rui Pereira, rico-homem e um dos mais poderosos do reino, que veio a ser o primeiro Conde da Feira.

quinta-feira, julho 06, 2006

À descoberta de D. Afonso Henriques

Seria o fundador da Pátria alto e robusto como descrevem os relatos históricos? Abertura do túmulo do primeiro Rei de Portugal vai responder a esta e muitas outras questões. Com análise de ADN e medição de ossos.

O túmulo do primeiro Rei de Portugal vai ser aberto esta quinta-feira. Os trabalhos, que vão decorrer na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, iniciam-se às 17 horas e estão a cargo de uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, liderada pela antropóloga forense Eugénia Cunha, noticia o Público.
«O que mais real resta de D. Afonso Henriques, o seu esqueleto, pode dar-nos informações inéditas. Os ossos guardam episódios da vida que, devidamente decifrados, se tornam fontes documentais insubstituíveis», diz Eugénia Cunha ao Público.
Para que se consiga traçar um retrato do fundador da Pátria, os ossos e outros restos mortais, como cabelos ou unhas, se os houver ainda, vão ser submetidos a uma série de estudos, como a datação por radiocarbono, a tomografia axial computorizada (TAC) e análises químicas e toxicológicas.
Também vai tentar-se a recolha de ADN para traçar o perfil genético do Rei. Medições dos ossos, para determinar a estatura do Rei, e a observação à lupa, para detectar marcas de patologias, são outras das tarefas a realizar pelos investigadores do decorrer do projecto.
Até agora, toda e qualquer descrição de D. Afonso Henriques baseia-se em mera especulação: teria 1,60 a 1,70 metros, como refere o historiador Hermano Saraiva? Ou 1,80 metros, como refere Oliveira Marques? Ou teria dois metros a que alguns relatos históricos se referem? Estas são as questões que poderão encontrar resposta depois de o túmulo do fundador da Pátria ser aberto hoje. in Portugal Diário
Post scriptum - Quando já tudo se encontrava preparado e em plena Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, chegou a informação de que o IPPAR não autorizava a intervenção. Enfim! Derivas dos nossos dias.

blog sobre a Ordem de Malta

quarta-feira, junho 28, 2006

Centro de Interpretação inaugurado no sábado

É inaugurado sábado, em Arouca, o Centro de Interpretação Geológica de Canelas, uma unidade museológica que vai albergar um raro e valioso património geológico.
Localizado na exploração de ardósias da empresa Valério & Figueiredo, a unidade museológica alberga um raro e valioso património geológico, resgatado durante os últimos 15 anos e formado por fósseis de invertebrados do Ordovícico Médio (cerca de 465 milhões de anos).
O destaque do espólio vai para algumas das maiores, mais raras e até únicas espécies de trilobites do mundo, o que torna esta jazida fossilífera referenciada internacionalmente.
A recuperação e protecção deste património geológico é assinalada pela comunidade científica como um bom exemplo de cooperação entre a indústria extractiva e a ciência.A informação científica obtida nas jazidas de Canelas passa a ser facultada à população estudantil e ao grande público através do novo Centro de Interpretação Geológica de Canelas.
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Na cerimónia de abertura será apresentado o livro «Trilobites gigantes das ardósias de Canelas», um catálogo descritivo dos fósseis recolhidos na pedreira. Este trabalho foi coordenado pelos professores Artur Abreu Sá, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e Juan Carlos Gutiérrez Marco, da Universidade Complutense de Madrid.
Será ainda apresentada a página electrónica do centro interpretativo, da autoria de Daniela Rocha, da Universidade do Minho, e o percurso pedestre «Rota do Paleozóico», que permitirá aos visitantes empreender, em pouco mais de uma hora, uma «viagem no tempo» através de rochas com idades compreendidas entre os 520 e os 300 milhões de anos.
O Centro de Interpretação Geológica de Canelas irá acolher futuramente a sede do Geoparque, um projecto envolvendo a Câmara Municipal de Arouca e universidades portuguesas e espanholas que mereceu uma candidatura à Rede Europeia de Geoparques.
O objectivo do projecto é garantir a promoção do património geológico da região e o desenvolvimento do geoturismo.

Percurso na Geologia de Arouca

O Portal Aroucanet em colaboração com o Professor António Moura lançaram um novo site totalmente dedicado à geologia de Arouca (concelho do distrito de Aveiro). Foi com o intuito de divulgar tudo o que diga respeito a Arouca nesta área assim como colocar ao dispor do público em geral informações técnicas e documentação sobre este tema de forma a que o termo geologia de Arouca seja um termo comum e falado com conhecimento de causa. O novo site encontra-se no endereço http://geologia.aroucanet.com/.

terça-feira, junho 27, 2006

Um ex-líbris “bem conservado” à disposição da região e do País

Cerimónia marca conclusão da primeira fase das obras do monumento medieval.

Hoje, o Castelo da Feira abre as portas ao público, ou seja, às visitas regulares. A entrada custa três euros. Mas há novas funcionalidades que o ex-líbris do Concelho adquiriu com a conclusão da primeira fase do projecto de conservação e remodelação. No sábado, a Comissão de Vigilância do Castelo, que gere o monumento medieval, mostrou a “nova” casa numa cerimónia para convidados.
O presidente da estrutura, Ludgero Marques, explicou o que permanece e o que muda. Em primeiro lugar, o Castelo manteve “o seu carácter de marco histórico”, a sua “memória”. Em segundo, está pronto a acolher conferências, espectáculos musicais, exposições artísticas, debates, encontros empresariais, entre outros eventos. Ludgero Marques salientou, a propósito, a nova acção que o Castelo terá ao nível da cultura, formação, promoção turística e na vertente económica. Há novos serviços a prestar à região e ao País.